Mensagem do Presidente

Caros Militantes,

A cidade do Porto tem um lugar especial na história do CDS-PP. Com efeito, nunca é de mais recordar um dos episódios mais marcantes da nossa história – o primeiro congresso do CDS – que teve lugar no Palácio de Cristal, a 25 de janeiro de 1975, e no qual mais de 700 congressistas, militantes e convidados do partido, e permitam-me que relembre em particular Adelino Amaro da Costa, então Secretário Geral, ficaram durante cerca de 15 horas, barricados, sequestrados pela extrema esquerda, numa antidemocrática tentativa de impedir a realização do congresso.

Por isso, de uma forma simples mas com profunda gratidão, homenageamos destacados militantes do Porto que fazem parte da história do nosso partido e que, alguns deles, estiveram ao lado de Adelino Amaro da Costa nesse momento tão difícil da democracia portuguesa e do nosso partido.

Refira-se que o CDS foi o primeiro partido democrático a realizar o seu congresso depois de legalizado, mas, mesmo assim, aconteceu o que aconteceu.

Nessa altura conturbada da democracia portuguesa ser militante do CDS era, por si só, um ato de coragem.

CRESCER NO PORTO, CRESCER EM PORTUGAL foi o slogan que escolhemos quando apresentamos a nossa candidatura à Comissão Política Concelhia do Porto, uma vez que neste nosso mandato propusemo-nos cumprir três grandes objetivos:

  • Aumentar o número de militantes e formar de novos quadros para o partido;
  • Consolidar a posição do CDS-PP no concelho do Porto e assim também contribuir com que o CDS-PP cresça a nível nacional;
  • Vencer as próximas eleições autárquicas.

Olhando um pouco atrás, é bom recordar que o CDS-PP está, ininterruptamente, na governação da cidade do Porto vai para 16 anos.

Primeiro com o Dr. Rui Rio e em coligação com o PSD.

Agora com o Dr. Rui Moreira, apoiando um movimento independente, tendo desde o início estado, sempre, ao seu lado e acreditado no seu projeto para a cidade do Porto.

Observando a evolução que a nossa cidade tem sofrido ao longo dos últimos tempos, estamos plenamente convictos que temos andado pelo caminho certo.

Por isso, estamos muito orgulhosos pelo contributo que temos dado nos destinos da cidade, e os resultados estão à vista de todos.

Não nos restem dúvidas que projetos estruturantes da cidade, nos últimos anos, têm o cunho do CDS, em áreas tão distintas como o Ambiente, Juventude, Cultura, Urbanismo, Fiscalização, Atividades Económicas e, atualmente, Proteção Civil e Comércio e Turismo, onde houve, e ainda há, uma intervenção direta dos nossos vereadores ou dos eleitos na Assembleia Municipal.

Dou como exemplos:

  • A reforma do sistema de recolha de resíduos;
  • Reestruturação das Águas do Porto;
  • Implementação de um novo sistema de fiscalização transversal à Câmara;
  • Requalificação do Parque do Covelo;
  • Início da obra do parque oriental (correspondente a 10 hectares);
  • Projeto de requalificação do mercado do Bom Sucesso que foi um dos quatro vencedores europeus dos Global Awards for Excellence, promovidos pelo Urban Land Institut, de Nova Iorque.

É bom, ainda, lembrar que, no concelho do Porto, o CDS-PP é a força política com maior representatividade nos diversos órgãos autárquicos – Assembleia Municipal, Câmara, Juntas de Freguesia e respetivas Assembleias.

Não posso, por isso, deixar de realçar o trabalho desenvolvido pelos órgãos concelhios que nos antecederam.

No último congresso nacional, e já mais recentemente, a presidente do nosso partido afirmou que o CDS-PP está na disposição de renovar o apoio à candidatura do Dr. Rui Moreira.

O desafio é grande mas, seguindo essa linha, temos ambição e queremos continuar a trabalhar, lado a lado, no sentido de voltarmos a vencer as eleições autárquicas de 2017.

O CDS contribuiu, decisivamente, para as vitórias do Dr. Rui Rio conseguidas em 2001, 2005 e 2009.

Em 2013, apoiamos sozinhos, enquanto partido, a candidatura independente do Dr. Rui Moreira e voltamos a ganhar.

Hoje já não somos os únicos a reconhecer que, em 2013, apoiamos o candidato certo no momento certo.

Assim, conjuntamente com a nossa Juventude Popular, pretendemos, em 2017, consolidar a posição do CDS-PP no nosso concelho, passando também pelo aumento do número de militantes e formação de novos quadros para o partido.

Os portuenses sabem que podem contar connosco, com o nosso trabalho, dedicação e empenho.

No âmbito nacional, a Concelhia do Porto estará, sempre, ao lado da Direção do Partido no combate ao governo das esquerdas reunidas, que tudo faz para revogar, reconverter e anular aquilo que foi feito pelo anterior governo.

Claramente, tudo indica que estamos a caminhar, a passos largos, para cenários idênticos aos vividos em 2011, altura essa em que, conjuntamente com o PSD, o CDS-PP foi, democraticamente, chamado a salvar o nosso país da bancarrota, e que, com a ajuda de todos os portugueses, assim o conseguiu.

Apesar de todos esses sacrifícios, voltamos a assistir a uma governação errática, irresponsável, facilitista e falaciosa, ora vejamos:

O governo apoiado pelas esquerdas reunidas prometeu devolver rendimentos às famílias portuguesas. Só que este governo dá com uma mão e tira com as duas, uma vez que, na grande maioria dos casos, agora os contribuintes pagam mais em impostos indiretos do que aquilo lhes foi, efetivamente, devolvido. Dou como o exemplo o aumento da gasolina que, praticamente, afeta todas as famílias, mas poderia enumerar outros.

Infelizmente, a história volta-se a repetir com a degradação de todos os indicadores económicos, onde apenas cresce, de forma considerável, a dívida e assim aumentam os respetivos encargos financeiros, invertendo também a tendência verificada durante a vigência do governo anterior.

O aumento do consumo interno, que deveria ser o grande motor da economia, não se verificou, mantendo-se abaixo dos 3%.

O investimento voltou para terreno negativo, depois de uma recuperação assinalável e, apesar do aumento do turismo, as exportações também caíram regressando a balança comercial a uma situação deficitária, o que significa que a exportação de produtos transacionáveis está a cair abruptamente.

Portugal passou de um défice externo de -8,8% do PIB em 2010 para um excedente de +3,0% do PIB em 2013.

Em 2014 e 2015, Portugal manteve uma conta externa positiva (+2,0% e 1,7% do PIB, respetivamente).

Em 2016, verifica-se o regresso a uma situação deficitária, caraterística das governações socialistas.

Até ao terceiro trimestre de 2015, Portugal tinha a terceira taxa de crescimento das exportações, à frente de países como a Alemanha, a França, a Espanha e a Itália.

Passaram quase dez meses da tomada de posse deste governo, dez meses a apregoar o fim da austeridade, mas que não fora mais do que dez meses a travar reformas fiscais, e refiro em especial ao excelente trabalho desenvolvido com a Reforma do IRC, cuja Comissão foi liderada pelo Dr. António Lobo Xavier, dez meses a reverter medidas de abertura da nossa economia, dez meses de continuada cedência às exigências da esquerda radical, dez meses a andar, sempre, para trás.

O modelo defendido pelo governo das esquerdas reunidas não está a funcionar, está a atrasar-nos. Todas as suas medidas vão de encontro ao aumento da despesa e ao desincentivo do investimento, estando a ser cometidos os mesmos erros que nos levaram ao resgate em 2011, o que para nós é motivo de grande preocupação e desassossego.

Por isso, perante toda esta turbulência e onda de incerteza, estamos preparados para os próximos desafios nacionais, seja em que altura for.

Volto a referir: pretendemos consolidar a posição do CDS-PP no nosso concelho, mas também com que cresça, ainda mais, a nível nacional.

Queremos crescer no Porto, queremos crescer, ainda mais, em Portugal.

Viva o Porto

Viva o CDS-PP

Viva sempre Portugal

 

César Vasconcellos Navio

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